Colo do útero e HPV

por Camila Freitas

O Colo: Parte inferior do útero que se estende até a vagina.

O Câncer do colo do útero:  A presenta maior desenvolvimento em mulheres que demonstram infecção relacionada ao ato sexual (condiloma, herpes, bactérias) e, na maioria das vezes, que não têm parceiro fixo.

O HPV está diretamente relacionado com o câncer do colo do útero. Desde 1992 a Organização Mundial da Saúde reconhec eo HPV como o principal responsável pela doença. Além disso, duas das variedades de HPV são responsáveis por 70% de todos os casos desse segmento de câncer no mundo inteiro.

Hoje são identificados mais de 100 tipos diferentes do vírus, sendo os de médio e alto risco os de números 16, 18, 31, 33, 35, 39, 45, 51, 52, 56 e 59 – referentes às lesões de alto grau (NIC II, III e câncer).

Entendendo o Câncer do colo do útero:

Sabendo que câncer é um conjunto de variadas doenças provenientes das alterações que desencadeiam o crescimento celular desordenado e não controlado pelo organismo do indivíduo, podendo comprometer várias partes do corpo (tecidos e órgãos), o câncer do colo do útero está relacionado a uma parte do corpo feminino – o colo uterino. Esse tipo de câncer é considerado como uma enfermidade com alteração intra-epitelial que pode evoluir para uma lesão no colo, que pode ser cancerosa.

Observação:

O câncer do colo do útero é uma doença que tem evolução lenta. É necessário que a paciente vá ao ginecologista e faça exames periódicos, pois a detecção precoce possibilita chances de cura e de tratamentos eficazes.

VÁ AO MÉDICO E USA CAMISINHA!

Prevenção é saúde

por Camila Freitas

 

A contaminação é crescente e os cuidados são esquecidos por jovens e adultos.

Assim como o HPV, outras Doenças Sexualmente Transmissíveis têm se alastrado. Para que se possa manter um controle pessoal, vamos deixar algumas dicas:

* Mantenha a higiene pessoal corretamente
* Use preservativos (feminino, masculino)
* Consulte um médico regularmente
* Fique informado sobre as vacinas, exames e formas de prevenção das DST’s
* Tenha parceiro fixo
* Converse com o parceiro, família, médico e procure ficar atento sobre o assunto

O HPV e a manifestação nos homens

População masculina também pode desenvolver câncer

Embora o HPV seja lembrado principalmente por ser um potencializador do risco de câncer do colo do útero em mulheres, ele também produz efeitos desagradáveis nos homens.

Durante uma conversa informal com um médico, ele relatou o efeito do HPV em um paciente do sexo masculino. Segundo o profissional da saúde, o paciente resolveu procurar ajuda um tanto tarde, pois o órgão sexual estava transfigurado em uma “couve-flor”, tamanha a quantidade e dimensão das lesões acumuladas. As lesões seriam menores se o indivíduo procurasse ajuda médica previamente.

No entanto, essa é a pior consequência que o HPV causa no homem? Para responder a pergunta, entrevistei Otávio Storch, Mestre em Medicina Veterinária com especialidade em doenças infecciosas, pela Universidade Federal de Pelotas, mas também, acadêmico do curso de Medicina na mesma Universidade. O médico ressalta que “além das lesões visíveis e das microscópicas, o HPV no homem está associado ao desenvolvimento de câncer no pênis. E,segundo estudos mais recentes, foram encontrados indícios de que o papiloma vírus humano pode ser o responsável pelo surgimento de tumores raros na cabeça e no pescoço”.

O profissional ainda questiona a eficácia do preservativo masculino na prevenção do HPV, por não barrar 100% a transmissão do vírus. Dessa forma, os homens deveriam evitar situações que colocam a saúde em risco (como a promiscuidade), levando em consideração, também, a saúde das parceiras. Além disso, é importante procurar um médico para avaliar a saúde regularmente e conversar sobre doenças sexualmente transmissíveis.

* Post produzido por Rodrigo Calheiros, Engenheiro da computação

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Post relacionado: http://blogsobrehpv.wordpress.com/2009/12/02/comunicado/

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Serviços

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Telefone:  3233-8914

 

Comunicado

Assista ao comunicado do blog sobre HPV:

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Vacina do HPV já está disponível para homens nos Estados Unidos

No Brasil, apenas mulheres podem se previnir contra o HPV por meio de vacinas. Recentemente, nos Estados Unidos, a aplicação de vacinas foi liberada para os homens.
Sobre os Estados Unidos e a relação com o Papiloma Vírus Humano, a doença sexualmente transmissível é mais frequente, sendo que surgem 6,2 milhões de infecções por ano decorrente do HPV, não somando os 19 milhões já infectados. Os dados são da Organização Mundial da Saúde.

Para conferir maiores informações sobre as vacinas, acesse: http://blogsobrehpv.wordpress.com/2009/10/16/vacinas-protegem-contra-o-hpv/

Visualize o vídeo da Globo sobre a comercialização de vacinas também para homens nos Estados Unidos: http://video.globo.com/Videos/Player/Noticias/0,,GIM1162999-7823-VACINA+CONTRA+HPV+ESTA+DISPONIVEL+PARA+HOMENS+NOS+EUA,00.html

Não deixe de assistir a outros videos sobre a vacina do HPV:

* Matéria produzida pela RBS TV e exibida no Jornal do Almoço em 14/05/2009.

População desconhece HPV

Jovens não sabem o que significa o Papiloma Vírus Humano

Em busca de informações sobre o nível de conhecimento da população a respeito do Papiloma Vírus Humano, o HPV, deparamo-nos com a chocante situação: pessoas, de diferentes classes sociais e faixa etária, desconhecem os efeitos da doença e as possíveis formas de transmissão. Classificamos, então, como alarmante o panorama, pois, atualmente, 80% dos indivíduos estão contaminados com o vírus, segundo a Organização Mundial da Saúde.

Percorrendo as instalações de um dos hospitais da capital, entrevistamos diversas jovens, que se limitavam a dizer que o HPV é apenas uma doença sexualmente transmissível, ignorando as estatísticas alarmantes sobre o vírus ser o principal responsável pelo câncer de colo do útero nas mulheres.  Outras se referiam ao HPV como  “uma coisa sexualmente transmissível” e algumas, com expressões sinceras, declaravam um simples “não sei o que significa” em frente à câmera.

Entretanto, as jovens que não concientizadas sobre os malefícios do vírus à saúde, após concedermos algumas estatísticas sobre a doença, atribuíram a falta de informação aos médicos e criticaram  o papel da mídia em instruir. As mulheres que se disponibilizam a dar entrevista e que sabiam a respeito do HPV, acreditam também que deve haver uma divulgação maior dos profissionais da saúde e da comunicação. “Na televisão eu nunca vi nada sobre o HPV. Mas acho que seria bom ter algo”, comenta Valéria dos Santos, auxiliar de serviços gerais e participante de uma pesquisa sobre uma das vacinas contra o vírus.

Além da mídia, o médico seria fundamental na hora de informar a paciente sobre os riscos do HPV. “Os médicos não explicam nada. Às vezes, por causa da idade, eles deixam de explicar. Eles não dão informações. Mesmo fazendo exames ginecológicos anuais, eles não explicam o motivo de se fazer os exames. Nenhum médico me falou sobre o vírus até agora”, critica Vera Lima, doméstica .

Dentro dessa perpectiva, buscamos realizar reportagens com médicos e farmacêuticos. Comparecemos a cinco farmácias da região da Zona Sul de Porto Alegre e constamos que  apenas um dos profissionais responsáveis por um dos estabelecimentos apresentava sólidos conhecimentos sobre o vírus. Uma das farmacêuticas criticou a nossa matéria e afirmou não ter conhecimento sobre a estatística tão elevada de jovens contaminadas pelo vírus. Além do mais, argumentou que em onze anos de profissão nunca venderá um único remédio denominado Ixium ou Aldara. As outras farmacêuticas se disponibilizaram a dar entrevista somente depois de realizarem buscas na Internet sobre o vírus e os possíveis remédios para tratar lesões.

Chocadas com a situação, procuramos médicos. Um deles, Celso Luz, profissional do Hospital São Lucas da PUCRS, sugeriu que o HPV é uma doença espalhada nas camadas inferiores durante a seguinte menção: “Vocês terão câncer de mama, mas a empregada de vocês terá cancêr de colo do útero”.

Entretanto, membros da comunidade científica apresentam uma outra postura em relação ao tema . “O HPV pode se manifestar em qualquer classe social, porque independente dela, ele está sendo transmitido o ano todo”, declara a Dra. Lídia Rosi, ginecologista. A médica ainda acrescenta: “ O que acontece é que pacientes da classe D e E não tem condições de chegar e fazer avaliações ginecológicas frequentemente. Então, quando elas vão ao médico, muitas vezes, já estão com lesão grave ou com câncer de colo do útero, porque não tiveram oportunidade de serem diagnosticadas previamente.”

Sendo assim, o que podemos perceber que quando o assunto é HPV as dúvidas estão sempre presentes. Nesse caso, o papel do médico é informar o paciente, mas cabe a ele também procurar dados sobre a doença, a fim de previnir e evitar transtornos futuros.

Para entender mais sobre o assunto, visualize o vídeo :

Confira agora o quiz sobre HPV. E saiba como anda os seus conhecimentos!

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Além disso, não deixe de responder a nossa enquete:

Serviço

Confira o mapa de localização do consultório da Dra. Lídia Rosi

Endereço do consultório: Rua Antenor Lemos 57, 6º andar, Menino Deus, Porto Alegre, RS

Telefones: (51) 32316266 ou (51) 32310130

Site: http://www.dralidiarosi.com.br/index.asp

Diferentes tratamentos ajudam na regressão de lesões causadas por HPV

Ácido ATA e imunossupressores auxiliam pacientes

Indivíduos infectados pelo papiloma humano vírus encontram, atualmente, tratamentos para a cura de verrugas e lesões internas, assim como externas. Entretanto, os remédios comercializados nas farmácias apresentam variação de preço significante.  A forma de aplicação de cada substância também muda conforme a escolha do paciente.

Depois de constatada a lesão devido à contaminação pelo vírus, o portador do HPV pode recorrer a duas formas de tratamento: ao ácido tricloroacético, denominado ATA, ou ao uso de remédios imunossupressores. No Sistema Único de Saúde (SUS), o tratamento de lesões e verrugas é realizado por meio da química, ou seja, com o ácido. Ao iniciar o processo, a médica solicita ao paciente, por meio de prescrição médica, a manipulação do ácido.Sendo assim, os custos com o remédio ficam por conta do paciente.

Nas farmácias, os cuidados com a manipulação do ácido são visíveis. O ATA só é fabricado mediante receita médica . “O ácido é manipulado somente com receita. Além disso, sobre as características, ele  é feito em  água. Então, os farmacêuticos pedem para que os pacientes mantenham-no na geladeira até chegar ao consultório”, alerta Dirlei Rarli Bartnik, farmacêutica e responsável por manipular o ácido em farmácia de Porto Alegre.

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Farmacêutica manipula ácido ATA e aponta características do remédio

O custo do ácido ATA depende da quantidade requerida pelo médico. Em farmácias de Porto Alegre, ele varia de R$ 8,90 a R$ 12,90. No entanto, em alguns casos, uma única aplicação não é o suficiente para tratar a lesão do HPV. O ATA é utilizado para regiões determinadas do corpo. “Geralmente o remédio é aplicado no colo do útero, mas se aplica em lesões externas vaginais e penianas. Não é critério do médico realizar aplicação em mãos, por exemplo”, menciona Dirlei Rarli.

Outros métodos de tratamento estão disponíveis no mercado. Pacientes com recursos financeiros e que, por motivos de sensibilidade não podem utilizar o ácido, recorrem aos remédios imunossupressores. Com o tratamento à base desses medicamentos, a forma de aplicação depende da prescrição médica. Os imunossupressores agem na imunidade do paciente, criando anti-corpos nas células infectadas pelo vírus.

A respeito da aplicação do remédio, muitos pacientes utilizam o imunossupressor colocando-o na região atingida pelo HPV durante três vezes por semana, mantendo um intervalo entre os três dias, durante o período de quatro meses. Dentro dessa perspectiva, o indivíduo deve adquirir três caixas de remédio nas farmácias convencionais. O preço do Ixium, pomada indicada para o tratamento de condilomas causados pelo vírus, varia de R$ 131,00  a R$ 150,00 por caixa, podendo também ser encontrado além dessa faixa. Outro remédio utilizado é o Aldara, que apresenta o valor na faixa dos R$ 600,00 por caixa.

O tratamento realizado com os remédios, no entanto, pode ser dolorido. A área atingida pode sofrer irritações.  Então, consequentemente, podem ser realizadas pausas durante os quatro meses, ação efetuada sob a orientação do médico.

Sendo assim, o importante, sem dúvidas, é a prevenção.  O uso da camisinha, apesar de não barrar 100% o vírus, é essencial. Além disso, jovens brasileiras já podem tomar a vacinas existentes contra o HPV, comercializadas em diferentes clínicas de vacinação. Apesar de tantos dados e estatísticas, as jovens ainda não recebem informações  suficientes sobre o vírus. “ No posto de saúde em que eu vou, os médicos não informam sobre quase nada do HPV. Apenas pelos cartazes eu me informo, mas tem gente que não sabe ler”, questiona Fernanda Lopes, secretária, 27 anos.

Serviço

Confira o mapa de uma das farmácias de manipulação:

Johnson – Farmácia de Manipulação

Endereço: Av. Wenceslau Escobar, 2908, Tristeza, Porto Alegre, RS



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