População desconhece HPV

Jovens não sabem o que significa o Papiloma Vírus Humano

Em busca de informações sobre o nível de conhecimento da população a respeito do Papiloma Vírus Humano, o HPV, deparamo-nos com a chocante situação: pessoas, de diferentes classes sociais e faixa etária, desconhecem os efeitos da doença e as possíveis formas de transmissão. Classificamos, então, como alarmante o panorama, pois, atualmente, 80% dos indivíduos estão contaminados com o vírus, segundo a Organização Mundial da Saúde.

Percorrendo as instalações de um dos hospitais da capital, entrevistamos diversas jovens, que se limitavam a dizer que o HPV é apenas uma doença sexualmente transmissível, ignorando as estatísticas alarmantes sobre o vírus ser o principal responsável pelo câncer de colo do útero nas mulheres.  Outras se referiam ao HPV como  “uma coisa sexualmente transmissível” e algumas, com expressões sinceras, declaravam um simples “não sei o que significa” em frente à câmera.

Entretanto, as jovens que não concientizadas sobre os malefícios do vírus à saúde, após concedermos algumas estatísticas sobre a doença, atribuíram a falta de informação aos médicos e criticaram  o papel da mídia em instruir. As mulheres que se disponibilizam a dar entrevista e que sabiam a respeito do HPV, acreditam também que deve haver uma divulgação maior dos profissionais da saúde e da comunicação. “Na televisão eu nunca vi nada sobre o HPV. Mas acho que seria bom ter algo”, comenta Valéria dos Santos, auxiliar de serviços gerais e participante de uma pesquisa sobre uma das vacinas contra o vírus.

Além da mídia, o médico seria fundamental na hora de informar a paciente sobre os riscos do HPV. “Os médicos não explicam nada. Às vezes, por causa da idade, eles deixam de explicar. Eles não dão informações. Mesmo fazendo exames ginecológicos anuais, eles não explicam o motivo de se fazer os exames. Nenhum médico me falou sobre o vírus até agora”, critica Vera Lima, doméstica .

Dentro dessa perpectiva, buscamos realizar reportagens com médicos e farmacêuticos. Comparecemos a cinco farmácias da região da Zona Sul de Porto Alegre e constamos que  apenas um dos profissionais responsáveis por um dos estabelecimentos apresentava sólidos conhecimentos sobre o vírus. Uma das farmacêuticas criticou a nossa matéria e afirmou não ter conhecimento sobre a estatística tão elevada de jovens contaminadas pelo vírus. Além do mais, argumentou que em onze anos de profissão nunca venderá um único remédio denominado Ixium ou Aldara. As outras farmacêuticas se disponibilizaram a dar entrevista somente depois de realizarem buscas na Internet sobre o vírus e os possíveis remédios para tratar lesões.

Chocadas com a situação, procuramos médicos. Um deles, Celso Luz, profissional do Hospital São Lucas da PUCRS, sugeriu que o HPV é uma doença espalhada nas camadas inferiores durante a seguinte menção: “Vocês terão câncer de mama, mas a empregada de vocês terá cancêr de colo do útero”.

Entretanto, membros da comunidade científica apresentam uma outra postura em relação ao tema . “O HPV pode se manifestar em qualquer classe social, porque independente dela, ele está sendo transmitido o ano todo”, declara a Dra. Lídia Rosi, ginecologista. A médica ainda acrescenta: “ O que acontece é que pacientes da classe D e E não tem condições de chegar e fazer avaliações ginecológicas frequentemente. Então, quando elas vão ao médico, muitas vezes, já estão com lesão grave ou com câncer de colo do útero, porque não tiveram oportunidade de serem diagnosticadas previamente.”

Sendo assim, o que podemos perceber que quando o assunto é HPV as dúvidas estão sempre presentes. Nesse caso, o papel do médico é informar o paciente, mas cabe a ele também procurar dados sobre a doença, a fim de previnir e evitar transtornos futuros.

Para entender mais sobre o assunto, visualize o vídeo :

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Serviço

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Endereço do consultório: Rua Antenor Lemos 57, 6º andar, Menino Deus, Porto Alegre, RS

Telefones: (51) 32316266 ou (51) 32310130

Site: http://www.dralidiarosi.com.br/index.asp

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